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Da mesma maneira como o Ganges nasce cristalino e puro nas montanhas Himalayas,da mesma maneira foi o fluir da cultura e das literaturas mais antigas das quais temos notícias. A Índia é o berço de tais filosofias e de personalidades exemplares como Sri Ramachandra do Ramayana. O sânscrito foi a primeira língua mãe da humanidade, o Atharva Veda foi o primeiro Veda, a Índia foi e continua sendo este manancial de conhecimento que emana néctar sobre a alma, atma. Este livro chamado Jaiva-Dharma foi escrito originalmente em Bengali por Srila Bhaktivinoda Thakura, que era não somente um erudito, mas uma alma auto-realizada. Ele foi contemporâneo de Rabinandrath Tagore, o prêmio Nobel de Literatura. Quem poderia entendê-lo? Seu discurso estava além do limite das castas. Seu alvo não era a mente, o vox populi, a sociedade, nem mesmo a cultura existencialista. Seu discurso era sobre o que não podia ser tocado ou visto. Esta obra, Jaiva-Dharma, contém todas as principais escrituras da Índia em cada linha, nas entrelinhas, nas quais o bom observador e estudioso dos Vedas poderá se banhar. Este livro está escrito em romance, para que tão complexos ensinamentos sejam acessíveis para todos. A palavra 'jaiva' refere-se a entidade viva e a palavra 'dharma' refere-se a sua atividade inerente, o amor puro e cristalino que reside no âmago dos corações das entidades vivas. Tais conhecimentos confidenciais e secretos estão relacionados a existência do eu verdadeiro e a sua essência, como o verdadeiro conhecimento se manifesta naturalmente, e qual o resultado quando isto ocorre. Certa vez um rei perguntou para um conselheiro: Você pode me mostrar a existência da Realidade Absoluta? Em resposta o conselheiro, disse: Isto é tão simples e fácil que o meu próprio filho pode responder. No dia seguinte levou seu filho para a corte para conversar com o rei. Na frente do rei o menino lhe mostrou um copo com leite e perguntou: Você pode ver a manteiga aqui? O rei, disse: Não, eu não posso. Então o garoto, disse: Para vermos a manteiga temos que bater o leite. Similarmente, para ver a Realidade Absoluta, temos que passar por um processo, pois nossos sentidos são imperfeitos e limitados pela matéria temporária.
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